Premiado escritor espanhol, em 1968 foi viver em Paris, auto exilado do governo de Franco e à procura de maior liberdade criativa. O apartamento onde se instalou foi-lhe alugado pela escritora Marguerite Duras. Durante esses anos subsistiu realizando pequenos trabalhos como jornalista para a revista “Fotogramas”, e chegou a colaborar como figurante en Estoril num filme de James Bond. Vila-Matas publicou o seu primeiro livro, “La Asesina Ilustrada”, em 1977, e desde então não mais deixou de escrever porque, de acordo com o que o próprio afirmou, “escrever é corrigir a vida, é a única coisa que nos protege das feridas e dos golpes da vida.” Com a publicação de “História Abreviada da Literatura Portátil” começou a ser reconhecido e admirado no âmbito internacional, especialmente nos países latino-americanos, França e Portugal. As suas obras são uma mescla de ensaio, crônica jornalística e novela. A sua literatura, fragmentária e irônica, dilui os limites entre a ficção e a realidade. Desenvolveu uma ampla obra narrativa que se inicia em 1973 e que, até à data, foi traduzida para 29 idiomas. Atualmente é um dos narradores espanhóis mais elogiados pela crítica nacional e internacional. No Brasil publicou pela Cosac & Naify: A Viagem Vertical (2004); Bartleby e companhia (2005); O Mal de Montano (2005) e Paris não tem fim (2007).
