O universo do futebol é cercado por uma série de normas preestabelecidas responsáveis por determinar o que é ser homem no Brasil, tais como agressividade, competição e derrota. São essas normas, vistas como naturais – especialmente pelos homens heterossexuais – que acabam por reiterar práticas prejudiciais a determinados grupos e que influenciam diretamente a construção social dos torcedores desde criança. Além disso, ainda no mesmo universo, existe o reforço por ações “masculinas” e “viris”, não sobrando espaço para personagens do gênero feminino e , muito menos, para os homossexuais, ou “qualiras”, como são chamados no Maranhão.
Apesar das críticas proposta no livro, o autor João Carlos faz questão de reforçar que o futebol vai além do discurso de violência simbólica e física, com o qual estamos acostumados. De acordo com ele, esse é um campo extremamente rico de expressões populares e coletivas, que é responsável pela projeção de muitas comunidades, a partir dos clubes. Além de destacar outro ponto igualmente relevante para a compreensão da identidade nacional brasileira, que é a forma como nós damos sentido aos direitos, especialmente no que diz respeito à liberdade de expressão.




