O livro apresenta a experiência da Associação Atlética Anhanguera, criada em 1928 pelos ítalo-brasileiros da Barra Funda, a pesquisadora Diana Mendes Machado da Silva utiliza um argumento mais abrangente para tratar do futebol praticado pelas camadas populares. Seu mérito consiste em abordar com maestria a inter-relação que envolve o clube de várzea, o cotidiano do bairro e a vida da metrópole. Sob perspectiva inovadora, a autora nos mostra que a várzea não se constitui apenas no celeiro de craques, mas se revela como um vasto laboratório de experiências lúdicas, em contraponto ao modelo hegemônico e homogêneo instituído na São Paulo da década de 1930.






