Na sociedade em rede as tecnologias são empregadas na comunicação e mediação de diálogos, ainda assim, ainda há uma resistência às TICs, no campo da museologia. No entanto, a pandemia de COVID-19 possibilitou a aceleração das inovações digitais no espaço dos museus. Assim, os museus abrem os debates em torno das inovações tecnológicas, considerando sua função social educacional. Sendo assim, os museus interativos empregam as TICs na disseminação do conhecimento, almejando que o os insights adquiridos no museu, possam ser transformados e retornados em forma de inovação e novos objetos. Enquanto isso, no campo da arquitetura e urbanismo, iniciam os estudos de uma nova disciplina, que alia as faculdades da arquitetura com as das novas mídias. Esta nova arquitetura, conhecida como Media Architecture, é efêmera, performática e comunicativa, aplicada na face pública das edificações, a fim de promover o diálogo das questões sociais. Assim, considerando a os museus interativos como dialógicos, a exposição a face pública do museu e o design de exposições um meio de comunicação, tem se observado soluções inovadoras como Realidade Aumentada e Virtual, Inteligência Artificial e comunicação online para disseminação dos acervos de museu. Logo, esta pesquisa propõe o estudo de como a Media Architecture (MA), aplicada a museus, amplia a narrativa, estimula a interatividade e interação e proporciona a memorabilidade, por isso, foi adotado o estudo de caso como modalidade de pesquisa. Em um primeiro momento, a pesquisa bibliográfica identifica o contexto dos museus da sociedade em rede e os atributos da Media Architecture quando aplicada à expografia. Em seguida, os museus do Amanhã, Musehum, do Futebol e Mis Experience foram experienciados nos ambientes online e real. Na primeira etapa, a autonetnografia foi empregada para identificar a existência de conteúdo educacional na rede de internet. Em seguida, o ambiente real foi observado, a partir do método conhecido como corpografia, quando foram anotadas as impressões e sensações vivenciadas. Como resultado, um conjunto de mapas, gráficos e tabelas que identificam duas aplicações para a Media Architecture. Na primeira, a narrativa expográfica é aumentada com o emprego das tecnologias que ampliam as sensações. Em uma segunda via, o alcance da informação torna-se universal com a oferta de conteúdo complementar em rede e a possibilidade de diálogo aberto entre instituição e visitante. Assim, esta pesquisa integra os debates a respeito das tecnologias propondo como trabalhos futuros os estudos da memorabilidade dos ambientes Media Architecture ou a efetividade da ferramenta quando aplicada à expografia. Ademais, propõe-se como trabalhos futuros pesquisas para viabilidade de ferramentas e soluções para os museus.