Este trabalho analisa a forma como as principais instituições do Estado Novo se relacionaram com o mundo desportivo. A evolução do estatuto dos atletas e a oposição entre os defensores do amadorismo e o profissionalismo é o fio condutor dessa narrativa. Integrando as batalhas que moldaram o desenvolvimento do futebol em Portugal no programa ideológico do salazarismo, esta investigação procura questionar os limites e as possibilidades de autonomia do campo cultural e contribuir para um conhecimento mais detalhado sobre as configurações do poder no espaço social português contemporâneo.


