Desde o final do século XIX os esportes se difundiram no Brasil, vindos da Europa e dos Estados Unidos. O gosto pelos esportes logo se tornou um tema em torno do qual muitos intelectuais brasileiros debateram. Havia aqueles que apoiavam a disseminação das práticas esportivas, como José Veríssimo, Coelho Neto e Gilberto Freyre; havia outros que tinham restrições a alguns esportes, como Fernando de Azevedo e os comunistas; e havia aqueles, como Lima Barreto e os anarquistas, que eram radicalmente contra as práticas esportivas, vendo nelas uma fonte de toda sorte de prejuízos morais, físicos e educacionais para os praticantes. O presente livro procura esse debate sobre a conveniência do esporte, que se deu no meio século decorrido entre a proclamação da República e o final da ditadura de Vargas.
O resultado dessa pesquisa foi, assim, um panorama das idéias políticas e sociais daquele período, pelo viés da discussão sobre o esporte, em que se recorreu a um amplo conjunto de argumentos em circulação na época – morais, médicos, educativos, religiosos e políticos – para firmar as diferentes posições.

