A história do futebol a partir de seus aspectos políticos e sociais. Trata-se de um inédito estudo sobre a violência das torcidas e uma discussão sobre a utilização do esporte pelos regimes autoritários. A opção de Gilberto Agostino ao abordar o futebol foi clássica: aclarar, ao longo de uma periodização que remete à história do tempo presente, as relações entre Estado e futebol, muito especialmente os Estados autoritários, as formas de apropriação do prestígio de um esporte de massa e a tentativa de galvanizar em proveito próprio a fama de jogadores ou escretes. Numa outra abordagem, mais polêmica, busca o autor a relação entre a constituição de selecionados nacionais e a projeção de um imaginário sobre a Nação, como verdadeiro ersatz para as grandes disputas internacionais. Da mesma forma, alguns selecionados – como na Itália, Brasil, Uruguai, Argentina – constituíram-se claramente em elementos paralelos, embora em nada secundários, na consolidação da ideia de Nação, do orgulho e da consciência de ser parte de uma comunidade nacional.




